''No dia 8 de dezembro de 2010, o fotógrafo Izaqueu Alves saiu de casa para mais um dia de trabalho. Com uma mochila nas costas, aguardava uma amiga na estação do metrô de Vicente de Carvalho.''
''Essa atitude foi considerada suspeita por dois policiais, que abordaram Izaqueu e exigiram que mostrasse seu registro profissional. Como se recusou, o fotógrafo foi algemado e levado à força para a 27ª Delegacia de Polícia (27ª DP), acusado de desobediência e desacato. Izaqueu procurou então a Comissão de Igualdade Racial (CIR) da OAB/RJ, cuja ação foi determinante para que o fotógrafo passasse da condição de réu à de vítima – no início do mês passado, os policiais foram requisitados pela juíza da 19ª Vara Criminal, acusados de abuso de autoridade e injúria grave.''
''No dia da abordagem, o fotógrafo estranhou a conduta dos agentes e disse que não era obrigado a mostrar nenhum documento comprobatório de sua atividade profissional. "A máquina é um objeto, e vivemos em uma sociedade de consumo. Se eu comprei é meu, não preciso ter nenhum registro, a não ser que provem que eu roubei", disse Izaqueu.''
''Diante da arbitrariedade, o fotógrafo ligou para o telefone de emergência 190, questionando o procedimento policial. O diálogo que se seguiu foi gravado. O policial, após utilizar termos chulos para anunciar a prisão, afirmou claramente: "Crioulo não é porra nenhuma!".
Com receio de entrar na viatura, Izaqueu resistiu à prisão. Em texto de sua autoria publicado em um blog na época do fato, chegou a afirmar: "Naquele momento, só pensei nos meus filhos. Pressentindo o pior, me recusei a entrar naquele navio negreiro em miniatura". Ele, então, foi algemado e levado para a delegacia. Na 27ª DP, o escrivão determinou que as algemas fossem retiradas e, após verificar que Izaqueu não tinha ficha criminal, chamou os policiais.''
O racismo no Brasil não é fato de hoje, é uma problemática que se tem a muito tempo a discriminação racial foi algo que veio acompanhando os afrodescendentes desde o Brasil Colonial, no tempo da escravidão, onde seres humanos eram tratados como mercadorias, ouanimais, e mesmo depois de tanto tempo com a criação de leis severas a discriminação racial ainda existe não está tão longe dos nosso alcance, hoje temos noticiários de racismo até em publicações de livros didáticos.
Ainda há nos dias de hoje, muito o que se libertar, apesar das melhorias conquistadas nesse um pouco mais de um século de liberdade a população afrodescendentes ainda luta para que haja igualdade e não uma segregação por causa da cor da pele.

Não seria mais racional se ele tivesse se identificado ao PM? Acredito que o preconceito está na cabeça da própria vítima (nesse caso). Acho que ele queria "causar"...
ResponderExcluirPor obrigação todo cidadão deve portar documento de identificação e, apresentá-lo a autoridade quando solicitado, sob pena de ser levado a uma delegacia para averiguação. (pode ter um suspeito com as mesmas características físicas: cor da pele, roupas, porte de objetos - que fique bem claro que eu não estou sendo preconceituoso, muito pelo contrário.) O que eu estou tentando dizer é que não está escrito na testa de cada cidadão se o mesmo é cidadão de bem ou não!!